Resenha série The Flash

Bom galera vou tentar disponibilizar algumas resenhas de umas séries que tenho acompanhado pela netflix. A primeira é uma série que se derivou de outra então segue…

 

The Flash surgiu derivada de Arrow, porém rapidamente saiu da sombra de sua”série mãe” demonstrando uma narrativa diferente, inserindo um humor bastante comum nos filmes da Marvel. Ao assumir uma identidade própria, as comparações diminuíram e seu desenvolvimento pôde ser muito mais orgânico.

Em Arrow ficamos sabendo que Barry Allen é um cientista forense com um especial apreço por casos inexplicáveis, isso porque sua mãe foi assassinada sob tais circunstâncias, culminando na injusta prisão de seu pai pelo crime. Contudo, nosso protagonista acaba também se tornando algo inexplicável quando é atingido por um raio que lhe confere uma velocidade sobre-humana. Ao mesmo tempo ficamos sabendo que seu acidente é na verdade fruto de uma pane no Acelerador de Partículas dos Laboratórios S.T.A.R.

 

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Nesta primeira temporada o foco está em Barry aprendendo a utilizar seus poderes sob a tutela de um grupo de cientistas nos Laboratórios S.T.A.R., sendo eles Cisco, Catlin e Dr. Wells. Aos poucos eles descobrem que o acidente no Acelerador de Partículas também acabou concedendo poderes para outras pessoas, mas que ao contrário de Barry não possuem uma índole tão boa.

Ao longo da atração somos apresentados a diversos outros personagens, como Joe (Jesse L. Martin) e Iris West (Candice Patton), com quem ele conviveu após a morte de sua mãe e prisão de seu pai, o detetive Eddie Thawne (Rick Cosnett) e alguns que vão vir a se tornar futuros inimigos ou aliados.

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Durante a história, vemos menções ao vilão Gorilla Grodd; à Ferris Aeronáutica, empresa na qual trabalha Hal Jordan, o Lanterna Verde, e que é comandada pelo seu interesse romântico, Carol Farris; o Canal 52, usado nos quadrinhos como uma emissora fictícia de notícias para informar o que acontece no Universo DC; Eddie Thawne, cujo sobrenome é o mesmo do maior inimigo do herói, o Flash Reverso; os cientistas e amigos do protagonista, Cisco Ramon e Caitlin Snow, que nas HQs são, respectivamente, o herói Vibro e a vilã Nevasca; e o Esmaga Átomos, uma homenagem ao membro da Sociedade da Justiça criado na década de 1980.

Por último, mas não menos importante – muito pelo contrário –, está a última cena, uma referência claríssima à famosa saga Crise nas Infinitas Terras, na qual Barry Allen tem papel fundamental nas histórias em quadrinhos. Essa referência surge numa reprodução da capa de um jornal do ano 2024 (dez anos no futuro) e é revelada pelo enigmático personagem Harrison Wells.

Por sinal, o próprio Dr. Wells parece espelhar o segundo Flash Reverso. Como se vê, muitas possibilidades pela frente, uma vez que esse vilão é mostrado logo no início da série.

Como se sabe, quando o assunto envolve crises, multiversos e viagens no tempo, Flash tem uma importância histórica enorme.

Tudo isso ganha vida com efeitos especiais bem realizados para o nível uma produção televisiva, que costuma ter custos bem mais modestos do que os do cinema, e que vive com prazos apertados. E esses efeitos são muito importantes para dar credibilidade a uma adaptação desse tipo.

O que nos leva a outro fator central: o ator Grant Gustin. Ele está com 24 anos. É a mesma idade, por exemplo, que Christopher Reeve tinha quando foi escolhido para ser o Superman nos cinemas. Entretanto, sua fisionomia é de alguém bem mais jovem, o que a princípio é incômodo. Em muitos momentos parece quase como o Kid Flash.

Mas ele tem carisma e parece confiante no papel. A percepção final depende apenas da qualidade de sua interpretação durante o trabalho. Além disso, se o plano é ter um programa de longa duração, como Smallville foi durante seus dez anos, é uma questão compreensível.

Vale ainda mencionar que Geoff Johns é um dos produtores do seriado e coescreveu o episódio piloto. Johns é fã declarado do Velocista Escarlate e, por anos, foi o escritor responsável pela revista do herói. Título, aliás, que o catapultou ao estrelato. Atualmente, além de ser roteirista de vários projetos na editora, ele também é uma das forças criativas dos Novos 52, o reformulado Universo DC, e chefe do departamento criativo da DC Entertainment, responsável por levar seus personagens para outras mídias, como cinema, games e, claro, televisão.

The Flash 01-01 – City of Heroes
Produção: Warner Bros. Television e The CW
Direção: David Nutter
Roteiro: Greg Berlanti, Andrew Kreisberg e Geoff Johns
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Tom Cavanagh, Jesse L. Martin, John Wesley Shipp, Michelle Harrison, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Rick Cosnett, Chad Rook e Stephen Amell

Bom galera fico por aqui, acompanhe mais em: http://www.warnerchannel.com/br/flash/?ref=seriesmenu

E não fique de fora adquira e assista a série pela netflix: Netflix

Assista ao trailer

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Jean Martins

Jean Martins é estudante de engenharia, aficcionado por tecnologia em geral e blogueiro nas horas vagas. Fã de música rock, séries sobre hérois, zumbis e comediantes, é entusiasta do compartilhamento de conhecimento e da interação com seus leitores.