Tá na moda ser babaca.

A cada dia que passa essa afirmativa se torna mais verdadeira, inúmeras demonstrações de completa estupidez afloram em todas as redes sociais. Sei que esse tipo de coisa não acontece só com a geração “internet 24h” em que estamos inseridos, já faz muitos anos que os babacas povoam o globo terrestre, o que realmente me assusta é a conivência para com o comportamento desses seres.

Todos nós temos um filtro mental que rege nossas escolhas e decisões, saber utiliza-lo de maneira racional é um desafio diário certo? Bem parece que para um parcela da humanidade não. Essa parcela em especial aparentemente  alimenta-se de desgraça alheia, desastres, tragédias, comentários infelizes, polêmica sensacionalista ou qualquer outro acontecimento em que possa cravar seus dedos no “Caps Lock” e destilar toda sua soberba. 2015 particularmente, está provendo muita alimentação para o “babaca de plantão”, o país passa por uma crise sem precedentes, uma parte do Brasil (48,36%) não soube a aceitar o resultado das urnas, o mundo vê perplexo o avanço de um grupo terrorista, milhões de pessoas procuram refúgio em países da Europa, a podosfera se divide entre apoiar uma mulher que foi caçada e humilhada por uma parcela de fãs de um podcast e deixar a coisa fluir pois não foi a primeira vez que gente burra fez esse tipo de coisa… etc.

Quanta coisa não? Pois bem, no meio desse turbilhão de acontecimentos os “babacas” se proliferam de maneira assustadora.

BABACA

 Os comentários e postagens são sempre carregados de ódio, deboche e pseudo conhecimento de causa, tentando sempre ridicularizar e menosprezar a opinião contrária. Coisas hediondas do tipo “volta ditadura”, “deixa esse bando de refugiado no mar mesmo”, “morra de câncer Dilma”, “essa mina tem mais é que se f%$@”, “tá achando o governo ruim, mata”, circulam livremente poluindo as redes sociais.

O direito a liberdade de expressão é inalienável, disso todo mundo sabe, mas esse tipo de ser humano pouco liga para isso. Desde que sua sede por fazer os outros sofrerem seja saciada, ele não liga para nada. Vale lembrar também que posicionamento político pode ser exercido livremente em qualquer esfera de discussão, mas pedir a volta da ditadura (um dos períodos mais vergonhosos da nossa recente história) é de uma idiotice sem tamanho. A liberdade se estende também aos famosos podcasts, se o tema tratado for polêmico, prepare-se para uma enxurrada de comentários maldosos de cunho “imbecilóide“.

Então, se numa de suas andanças pelo extenso mundo da internet, você topar com essa espécime peculiar de ameba, apenas desvie e deixe ele se afogar na piscina de mágoa e frustração em que ele se encostra mergulhado. E nunca, nunca mesmo incentive esse tipo de comportamento acéfalo, já temos mazelas demais no mundo real para nos preocuparmos.

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Andre Sousa

André Sousa, Cearense, 31 anos, pseudo intelectual de rede social, inteligentemente gaiato e consumidor moderado de drogas lícitas.