Meu corpo, minhas regras.

Na onda do vídeo que viralizou nas redes sociais há um tempo atrás, apesar de ser um vídeo que dá-se a entender ser a favor do aborto, o tema é bem abrangente, e serve para ambos os sexos.

E para deixar um pouco mais abrangente o assunto, o tema “Meu corpo minhas regras” vai desde saber ver e respeitar os limites do outro, como também saber respeitar o desejo das pessoas.
Meu corpo, minhas regras vai ao desejo de por exemplo, ser doador de órgãos. Já parou pra pensar que você faz sua carteirinha, se declara doador, mas no final das contas, quem decide é a sua família?
Quantas e quantas pessoas não morrem todos os dias e tem condições de doar algo que pode salvar a vida de milhares de outras que estão na fila esperando um coração, um rim, um fígado… Entendo a dor da família e que na hora que o médico vem fazer a tal pergunta que ninguém gosta de ouvir, é como se você estivesse abrindo mão da pessoa, deixasse de lutar por ela… Muitos vêem assim, mas na verdade eu acho que é ter a oportunidade de fazer uma última coisa, atender um último pedido da pessoa querida, que queria deixar um último gesto antes de partir. Eu ainda não tenho a minha carteirinha, pretendo providenciar em breve, mas todos ao meu redor sabem que esse é o meu desejo, e como é do meu corpo que estamos falando, desejo que esse pedido seja atendido, e por isso também acho importante o “meu corpo, minhas regras” ser entendido e respeitado.
Meu corpo, minhas regras vale ao preconceito por exemplo, de piercings e tatuagens. Homens, mulheres, novos ou velhos, todos sofrem esse ridículo preconceito, por querer ter em “seus” corpos a sua marca, o seu estilo… É o meu corpo, eu faço nele o que eu quiser, e isso não vai mudar quem eu sou, vai apenas ressaltar o meu caráter. Se a pessoa tiver que ser de má índole, não é uma tatuagem que vai fazer a diferença. As pessoas precisam aprender a saber conviver e respeitar o diferente, o “novo”, o que sai do padrão… Eu acho feio pessoas com tatuagens na cara, no olho, aquele monte de piercings… Mas eu não julgo, se a pessoa se sente feliz daquele jeito, quem sou eu pra falar alguma coisa? Acho que as pessoas poderiam praticar mais o “meu corpo” e parar de querer impor as suas verdades no corpo dos outros…
O que mais você acha que se encaixa nesse tema? Deixe nos comentários.
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Comentários

Gaby Vieira

Fotografia é minha profissão e minha paixão, para qualquer lugar que eu vá minha câmera sempre vai comigo. Amante do bom e velho rock 'n' roll e uma cerveja gelada na praça da esquina com as amigos e papos aleatórios, também sou viciada em filmes e seriados. E já fui a tia da merenda por quase 2 anos em uma escola. Experiência na qual nunca mais quero passar...

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  • Arnold Silva

    Muito bom o texto e a discussão, Gaby!

    Aliás, como não trazer à tona o caso da Mya Tsubasa e os repórteres toscos do Pânico, já que está tão recente?… Acho que isso se enquadra bem no tema, já que ali houve uma clara violação à liberdade individual de alguém para com seu corpo, uma infelicidade sem tamanho, diga-se de passagem, digna de um processinho no mínimo.

    Enfim, parabéns pelo texto!

    • com certeza esse ocorrido merece uma pequena discussão, mas acho que ela se encaixa mais em algum tema relacionado a “estupidez das pessoas a busca de ibope”… já estou matutando o texto, quem sabe em breve não saia algo.