E esse RPG aí?

Se ao ler o título do post você pensou em “reeducação postural global”, sinto muito mas esse não é seu lugar. Mas se ao invés disso, você já lembrou das muitas horas perdidas em volta de uma mesa, com boa parte de seu melhores amigos… seja bem vindo ao maravilhoso mundo do “role-playing game”.

Desde o dia em fui apresentado ao fascinante mundo do RPG de mesa, muita coisa mudou na minha vida, conheci amigos que trago até hoje, mudei meu modo de falar e interagir com as pessoas ao meu redor e até minha compreensão de mundo. Você deve estar se perguntando como toda essa maravilha aconteceu, bem antes de tudo vamos conhecer um pouco mais sobre o jogo que conquistou milhões de pessoas pelo mundo.

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Tudo começou em 1971 nos EUA, com a criação do The Fantasy Game, rebatizado em 1974 de Dungeons & Dragons (D&D, sim aquele mesmo do desenho de nome homônimo) – algo como “Masmorras e Dragões”. OD&D existe até hoje e é um jogo de fantasia medieval fortemente influenciado pelos romances O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

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Nessa época seus criadores, Gary Gigax e Dave Anerson, eram ávidos jogadores de “jogos de guerra” (wargames, um passatempo bem comum nos EUA) que simulam batalhas usando miniaturas de veículos e exércitos. A ideia inicial que eles tiveram foi de jogar com personagens ao invés de tropas, e que cada jogador controlasse apenas um deles. Hoje o RPG “de mesa” possui muitos adeptos em todo o mundo, mas ainda é pouco conhecido do grande público.

Por aqui, ele chegou na década de 80, com estudantes universitários que conseguiam importar algum livro e fotocopiavam-no para os amigos – o que os tornou conhecidos como a “Geração Xerox”. Em 1991 surgiram o primeiro nacional – Tagmar, de fantasia medieval – e o primeiro RPG traduzido para o português – o GURPS, que se propunha a possibilitar jogos em qualquer tipo de cenário. Na década de 90 surgiu aquele que se tornaria um favorito por aqui:Vampiro, a Máscara, um jogo de terror com mais foco na interpretação e drama pessoal dos personagens. Por volta do ano 2000 o RPG brasileiro veio com tudo, consolidando-se com Tormenta (também de fantasia medieval) e 3D&T (baseado em quadrinhos japoneses e videogames), sendo sucesso até hoje. Foi exatamente nesse período que conheci o RPG, desde então são 15 anos de indas e vinda em campanhas memoráveis.

Sempre simpatizei mais com Vampiro, a Máscara e todo o universo que permeia a trama dos sangue-sugas, a narrativa mais densa e menos fantasiosa me conquistou assim que li o primeiro livro… mas isso é assunto para outro post.

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Nos últimos anos, graças à internet, ficou bem mais fácil ter acesso aos livros e encontrar pessoas para jogar. Existem diversos blogs e sites com artigos e ideias para RPGs feitos por fãs, autores independentes e renomados, e até editoras que vendem versões digitais de seus livros. O Brasil tem sido um pioneiro bem sucedido nesse caminho.

 

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Andre Sousa

André Sousa, Cearense, 31 anos, pseudo intelectual de rede social, inteligentemente gaiato e consumidor moderado de drogas lícitas.