Canal adulto segue os moldes da Netflix e lança primeira série nacional no segmento

Seguindo os passos da locadora virtual Netflix, o canal adulto Sexy Hot se prepara para investir em um novo segmento da pornografia nacional: o das séries de sexo explícito. A primeira delas, Mulher no Volante, terá três episódios exibidos semanalmente em outubro. Se a aceitação do público for positiva, outras produções do formato seriado estarão a caminho.

"A série é um estilo que está muito valorizado agora. Os planos para fazer mais episódios e produtos existem, mas precisamos medir a temperatura antes, ver como os telespectadores vão lidar com a novidade. A ideia é continuar". 

Já adianta Maurício Paletta, diretor da Playboy do Brasil, detentora da marca Sexy Hot.

Em seus três episódios, Mulher no Volante vai mostrar uma mulher casada (interpretada por Elisa Sanches) que fica entediada com a ausência do marido, sempre ocupado, e se cadastra em um aplicativo de motorista particular. Na nova função, ela oferece mais do que uma simples corrida e acaba satisfazendo os desejos sexuais dos clientes que entram em seu carro.

Para Paletta, a escolha de Elisa como protagonista já é um dos acertos da série."Um dos pedidos era que fosse uma atriz mais novata. A produtora fez os testes e ela se sobressaiu", conta. Pouco depois de sua contratação, a atriz foi eleita revelação hétero do ano na quarta edição do Prêmio Sexy Hot, realizado em junho.

"Foi uma grata surpresa ela levar o prêmio, o público votou massivamente. Ou seja, já aprovaram a protagonista antes mesmo da estreia da série", elogia ele, que faz uma ressalva: "É óbvio que ela não é uma excelente atriz dramática, mas o formato de Mulher no Volante exige que ela mostre um certo talento. Então tem uma veia de qualidade de atuação que não se limita à cama".

A série não é a única aposta do canal adulto para o segundo semestre: por meio da Sexy Hot Produções, também foram feitos três filmes: Urbex Fuckers (que estreou no dia 8 de julho), O Fotógrafo Sedutor (previsto para esse mês) e Índia Naime (com exibição em setembro). Os longas receberam cuidados pouco vistos em filmes de sexo explícito.

"Como é um selo Sexy Hot, precisamos manter a qualidade da marca, a força do nome. Consequentemente, e com o perdão do trocadilho, nós nos metemos nesses filmes de cabo a rabo, desde a criação do argumento à seleção do elenco, das locações, demos palpite em tudo",

explica Paletta.

Com a experiência de quem administra quatro canais adultos (além do Sexy Hot, o grupo Playboy cuida do Venus, do Sextreme e da Playboy TV), Paletta ressalta a importância de fazer produtos que equilibrem roteiro e cenas de sexo para satisfazer o público que prefere esse tipo de obra às que têm somente ação explícita.

"Procuramos ter um pouco de tudo. Se existe uma parcela que gosta de filmes roteirizados, queremos entregar esse produto, com algo de qualidade. Isso não quer dizer que não exista um público que prefere só as cenas de sexo também. Nós oferecemos uma variedade de opções e cada um assiste ao que gosta."

Acostumado a lidar com quem torce o nariz para o mercado de sexo, o diretor da Playboy diz que o preconceito é ruim para todos.

"Para nós, limita muito o crescimento do negócio. Para quem compra, mas não assume, é ruim porque precisa fingir ser algo que não é. É péssimo para quem tem o desejo de assistir, mas se reprime por causa dos outros. O canal tem o cuidado de dizer que no sexo, desde que consentido, vale tudo. A gente tem de ser o mais honesto possível", finaliza.
 

 

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Andre Sousa

André Sousa, Cearense, 31 anos, pseudo intelectual de rede social, inteligentemente gaiato e consumidor moderado de drogas lícitas.